quarta-feira, 17 de junho de 2015

Exercício e Perda de Peso: Um Mito Prejudicial



Há mitos e mitos. Há mitos interessantes e há mitos prejudiciais. 

O aspecto cultural da mitologia grega é um exemplo da utilidade representativa dos mitos.

O mito de que o arco-íris tem 7 cores é atraente, melhor do que falar a realidade de que o arco-íris não tem cores individuais, tem um espectro contínuo de cores. É apenas um artefato da percepção humana que faz com que ele apareça como uma série de cores separadas. Esse mito, proveniente de uma ilusão visual, não é prejudicial. 

Por outro lado, quando os mitos nos desfocam de verdades práticas, estes podem se tornar indesejáveis. A ideia de que a prática regular de exercício físico causa redução de peso significativa é exemplo de um mito prejudicial, causado por uma ilusão cognitiva.

Para resolver a ilusão visual do arco-íris, precisamos de aparelhos especiais de visualização. Para resolver nossas ilusões cognitivas de interpretação do mundo real, precisamos da aparelhagem do método científico. 

Ao acreditar fortemente que exercício possui um efeito direto na perda de peso, cada pessoa que  percebemos perder peso durante atividade física servirá de confirmação para nossa crença. E as pessoas que não perdem peso são eliminadas de nossa memória. É o viés cognitivo de confirmação selecionando os casos positivos. 

Já o método científico é estatístico, pois leva em conta as pessoas que perdem e as que não perdem peso. E compara a frequência de sucesso na perda de peso entre pessoas que fazem e que não fazem exercício. Em segundo lugar, o método científico se preocupa com vieses. Será que as pessoas que perdem peso fazendo exercício obtém este efeito porque melhoram a dieta em paralelo? Dieta aqui funciona como uma potencial variável de confusão. E como resolver essa confusão? Através de ensaios clínicos randomizados, pois como sabemos a randomização tornam homogêneos os grupos intervenção e controle, eliminando inclusive diferenças de hábitos alimentares, pelo menos no momento baseline. 

Em 2010, o US Prevention Task Force publica a revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados comparando orientação para atividade física versus controle, não evidenciando redução estatisticamente significante de adiposidade. Poderíamos imaginar que os indivíduos do grupo exercício enrolaram e não praticaram devidamente. Mas estes estudos descreveram um aumento significativo da prática de atividade e melhora da capacidade funcional no grupo intervenção. Portanto, este não foi um viés. Vejam figura abaixo. 


Um ano após, em 2011, é publicado no New England Journal of Medicine o ensaio clínico  randomizado "Weight Loss, Exercise, or Both and Physical Function in Obese Older Adults”, reforçando a ausência de efeito do exercício no peso. Observem o gráfico abaixo, que representa o peso de 4 grupos ao longo de 1 ano: dieta isolada, exercício isolado, ambos ou nada (controle). A linha do grupo exercício isolado está colada na linha do grupo controle. E a linha do grupo exercício e dieta, está colada na linha do grupo dieta isolada. Primeiro, sozinho o exercício não promoveu perda de peso; segundo, o exercício não potencializou a perda de peso da dieta. O resultado é evidente.

Mas o peso não depende apenas de gordura. Seria interessante avaliarmos o impacto do exercício na massa gorda. E isso foi feito pelo estudo, demonstrando que quando o exercício foi associado à dieta a redução de massa gorda foi menor (- 6.3 ± 2.8 Kg) do que a dieta isolada (- 7.1 ± 3.9 Kg).


De fato, exercício nos faz gastar algumas poucas calorias. Mas o que nós perdemos no exercício é facilmente reposto por uma garrafa de Gatorade + 1 banana. E normalmente nós superestimamos o quanto podemos comer a mais por conta do gasto calórico do exercício. Por isso que às vezes até ganhamos peso com o exercício. 

E quanto ao metabolismo? Se este aumenta, não aumenta o suficiente para ter efeito no peso, seria apenas a tentativa de convencer que algo funciona através de um argumento mecanicista. Pífio.

Portanto, este é um mito médico. Agora vem a segunda questão, é um mito prejudicial ou tanto faz?

Ao colocar parte da responsabilidade da perda de peso no exercício, retiramos erroneamente parte da responsabilidade da dieta. Vejo com frequência afirmações do tipo “estou fazendo dieta e não perco peso. Preciso começar a fazer exercício." Observem a perda de foco. O que a pessoa precisaria pensar é que deve aprimorar a dieta. Acreditar que o segredo para a resolução do problema está na associação com exercício é anti-científico e não promove a mudança necessária na dieta. 

Há pessoas inclusive que acham poder fazer uma dieta menos restrita pois estão fazendo exercício, o que tende a reduzir a efetividade da dieta.

Administradores sabem que foco é o maior segredo gerencial e controle do peso é um dos grandes exemplos de dependência do bom gerencialmente pessoal. Esse mito nos desfoca.

Por outro lado, devemos reconhecer que do ponto de vista pragmático, exercício pode contribuir para a perda de peso em alguns, pois como parte de uma medida geral de mudança de hábitos, pode motivar a pessoa a reduzir a infesta calórica. Imaginem uma pessoa que passa a ter o hobby de corrida. É comum que ao lado disso a pessoa se motive a iniciar uma dieta, pois a perda de peso poderá melhorar seu desempenho na corrida. O exercício entra como um motivador da dieta. Isso é positivo. Porém é diferente de confundir isso com efeito direto do exercício. Há uma evidente utilidade clínica em reconhecer a diferença destas duas coisas. 

Já não é a primeira, nem segunda vez que discuto evidências que desmistificam certos benefício do exercício neste Blog. Uma postagem bastante discutida foi a do estudo LOOK-AHEAD, estudo que ficou com a hipótese nula da ausência de beneficio cardiovascular. Isto pode fazer parecer que tenho preconceito contra exercício. O que me salva é meu hábito diário de fazer 1 hora e meia de exercício, pois reconheço outros benefícios da atividade física que vão além da redução de peso ou de risco cardiovascular. Essas reflexões não vêem de um preconceito contra exercício, mas sim de uma predileção em utilizar a lente científica para filtrar as ilusões do mundo real. 

Considerando um potencial efeito motivador para uma dieta mais adequada e outros benefícios advindos do exercício (funcionalidade, bem estar, qualidade de vida), pessoalmente sou um incentivador da atividade física quando converso com meus pacientes. Porém há uma diferença entre incentivar e indicar a atividade física como parte de uma conduta preventiva ou terapêutica. Há diferença entre incentivar e impor um falsa verdade para nosso cliente. Esta distinção deve fazer parte de nosso processo de decisão compartilhada. 

Devemos também reconhecer que há conflitos de interesse por trás de tudo isso. Indústria produtora de produtos esportivos, equipamentos, novas formas de exercício, academias têm grande interesse em exagerar estes benefícios, sugerindo o sedentarismo como um fator de risco cardiovascular.  Sedentarismo é associado a risco em uma visão univariada, pois o sedentário tem outras características que causam aumento de risco. A validação final de que sedentarismo seria um fator de risco, estaria no critérios de reversibilidade, o mais importante dos Critérios de Causalidade de Hill. E este critério não confirma a ideia. Pois uma variável é fator de risco quando o controle dela reduz o risco do paciente. E estes trabalhos demonstraram que o controle do sedentarismo não reduz o risco. Este é um interessante paradigma a ser discutido.

Observem que o magro que faz exercício quase invariavelmente é disciplinado na dieta. Exercício e dieta vêm junto no pacote de disciplina no indivíduo. 

Desta forma, devemos abandonar a fantasia e considerar que o efeito do exercício na perda de peso é um mito que cria uma expectativa prejudicial. 

O Mito do Exercício na Perda de Peso pode ser comparado ao Mito do Amor Românticoprevalente nos dias de hoje. Este mito cria uma expectativa que prejudica o relacionamento de casais, pois pressupõe que as partes devam se complementar plenamente, correspondendo com perfeição aos anseios mútuos, como Romeu e Julieta. Esta expectativa leva a frustração e insatisfação de uma pessoa para com a outra. 

Evitando o Mito do Amor Romântico seremos mais tolerantes e aprenderemos a admirar eventuais diferenças de nossos companheiros. Evitando o Mito do Exercício na Perda de Peso, teremos mais foco na medida que de fato impacta no peso, a dieta. 

Assim como no amor, o pensamento de vanguarda deve abandonar a visão romântica quanto aos benefícios do exercício, evitando uma distorção da realidade que acaba por inibir o aprimoramento de medidas realmente efetivas. Isto não impede de incentivarmos a prática do exercício, sob o paradigma da qualidade de vida. Devemos ser ao mesmo tempo entusiastas da verdade científica e entusiastas da qualidade de vida promovida pelo movimento saudável de nosso corpo. 

47 comentários:

  1. Oi Luis vc não tocou no assunto sobre o desfecho de transformação de massa gorda para massa magra através do exercício! H algo sobre isso?

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  2. Excelente postagem! É muito gratificante ler avaliações como essa, quando o conhecimento científico vai de encontro as crenças das pessoas. Pensar baseado em evidências, pensar dentro de um modelo probabilístico, confere ao indivíduo um diferencial de julgamento crítico que o distingue claramente dos que o cercam baseado em crenças. E disso, vem o preconceito e a ignorância como comentários do tipo ''a medicina baseada em evidências não explica tudo'', ou ''não se tem evidência pra tudo'', ou ainda ''uma coisa é um estudo, outra coisa é a vida real''. Percebe-se o grau de desconhecimento dessa visão crítica diariamente não só no meio médico (que infelizmente é alto, principalmente nas universidades), como em outras áreas da saúde. Falar que exercício físico não reduz evento cardiovascular, é quase um crime para algumas pessoas. A crença é tão forte, e de alguma forma, potencializada por experiências próximas, que torna dogmático. Ciência não é dogma. É discussão constante e experimentação metódica detalhada. Exercício físico é algo maravilho e quem o pratica regularmente sabe disso. Você se motiva, tem melhor qualidade de vida, se diverte. Mas, não reduz IAM. Não perde peso. Significa que vou parar? ou desestimular meus pacientes que o praticam? Ou mesmo não recomendar a prática de exercícios físicos? De forma nenhuma! Só não irei prestar falsas informações aos meus pacientes. Em vez de dizer que ''o sr precisa fazer atividade física para não ter um infarto...'' é melhor dizer ''o sr. pode começar fazer exercício físico pra melhorar sua qualidade de vida, se motivar...'' O problema que quando se traz a evidência de algo contra uma crença que é tão enraizada, você sempre é olhado com ceticismo. E justamente nesse cenário o comentário do texto abaixo é perfeito:
    ''Porém há uma diferença entre incentivar e indicar a atividade física como parte de uma conduta preventiva ou terapêutica. Há diferença entre incentivar e impor um falsa verdade para nosso cliente''

    As discussões baseadas em evidências, de cenários clínicos. sempre é estimulante e proveitosa. Abre ao debate levantando hipóteses a serem testadas e refutando crenças inverídicas. O triste é observar que mesmo com a literatura disponível (hoje muito fácil de acesso), as pessoas se trancam em suas crenças e medos pessoais. O pior é ver isso em profissionais de saúde. Muito boa e pertinente a postagem.

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  3. Tu deve ser um gordo preguiçoso e desengonçado que não sabe fazer exercício, por isso não gosta e não é capaz de perceber a maravilha que é.

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    1. Poxa, um comentário desses deve ser de um analfabeto funcional... Só pode! O próprio artigo deixa claro reais benefícios da dieta (aumento da capacidade funcional, por exemplo). Em momento algum o autor desabona o ato de fazer exercício... A conclusão é completamente diferente: Exercício não ajuda a perder peso. Isso é provado, com causalidade. Volte para seus vídeos no youtube, amigão. Aqui é ciência e é meio complicado pra você.

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    2. Cara, seu comentário foi idiota, desnecessário e de extremo mal gosto....

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    3. Luis Claudio? Gordo??? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Procura um video dele que voce vai percerber que ele tem um IMC bem adequado. Graças a dieta, óbvio, e não à 1 hora e meia de exercícios que ele faz diariamente (que inclusive cita no texto, mas que voce nao leu porque é um preguiçoso incapaz de ler mais do que um parágrafo).

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  4. Não houve avaliação da perda de gordura e ganho de massa muscular o que influência diretamente na melhora da qualidade de vida e redução de riscos como diminuição da circunferência abdominal por exemplo? Não indo contra o ideal que é aliar atividade física com regime alimentar

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    1. O texto é bem claro: perda de PESO.

      É tendencioso, eu sei, mas ele não está errado.

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  5. Wilen, boa questão. Veja análise do mesmo estudo quanto à massa gorda: quando o exercício foi associado à dieta a redução de massa gorda foi menor (- 6.3 ± 2.8 Kg) do que a dieta isolada (- 7.1 ± 3.9 Kg).

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  6. De que tipo de exercício estamos falando? Essas conclusões podem ser extrapoladas para qualquer modalidade? Isso não seria um viés?

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  7. Viez cultural. Os exercícios q são incentivados para a população são os aeróbicos. Acredito q se o estudo fosse com anaeróbios o resultado seria outro.

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    1. De acordo Renata. Alguem tem referencias acerca de perda de peso com Exercicios Intervalados de Alta Intensidade?

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  8. Compartilho três artigos sobre o assunto publicados no periódico International Journal of Epidemiology:

    DEBATE–PHYSICAL ACTIVITY AND OBESITY RISK
    Physical activity does not influence obesity risk: time to clarify the public health message. Amy Luke and Richard S Cooper. International Journal of Epidemiology 2013;42:1831–1836

    Commentary: Luke and Cooper are wrong: physical activity has a crucial role in weight management and determinants of obesity Steven N Blair, Edward Archer and Gregory A Hand. International Journal of Epidemiology 2013;42:1836–1838

    Authors’ response to commentaries on ‘Physical activity does not influence obesity risk’. Amy Luke and Richard S Cooper. International Journal of Epidemiology

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  9. E quanto a questão do aumento da massa muscular e, por consequência, aumento do consumo calórico de base, mantendo a mesma dieta, a médio e longo prazo, os gastos serão iguais ou maiores que o consumo (sempre mantendo a mesma dieta), teoricamente haverá uma diminuição de estoque ouperda dele, respectivamente, nao?

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  10. Independente de artigos científicos contraditórios, quando levamos em conta os estudos de calorimetria indireta, sou levado a concordar que o exercício aeróbico não emagrece!!! Na média, a atividade aeróbica entre 50 e 60% do VO2 máximo leva a uma taxa de oxidação de gordura d aprox. 0,8 g/minuto. Portanto, não precisamos de muita matemática para chegar a conclusão de que 1 hora de aeróbico nestas condições queimaria cerca de 48 g de gordura. Pessoas obesas, não raramente, precisam perder 1000 vezes essa quantidade.

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  11. Bom eu entendo o que essas pesquisas representam e faz sentido total sentido não precisar de exercícios para emagrecer, mas fiquei pensando: se um indivíduo obeso começa a correr, sem alterar hábitos alimentares, ele continuará sendo obeso pra sempre?
    Independente de gasto calórico, sempre fiquei com a impressão de que o organismo ficava mais predisposto a queima de gordura, porque certa "leveza" facilitaria muito a execução de tal atividade. Assim como, ao pegarmos peso, o organismo se prontifica em adensar ou melhorar a resistência dos músculos...
    Além disso, a longo prazo, a leve atrofia muscular, resultante do sedentarismo, implicaria na taxa metabólica, não?
    E a respeito da premissa contrária? Muitos engordam quando param de fazer exercícios... seguindo a lógica do estudo, isso não deveria acontecer, porque esses gastos não teriam tantos impactos metabólicos ou se comeria menos inconscientemente.
    Não estou contrariando, achei a postagem muito boa... são apenas dúvidas que me deixaram bem confusas hahaha

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  12. Olá Luis,
    Excelente texto ... muito provocativo (como sempre)!!!
    Esse condição de o emagrecimento não ter relação com a atividade física ... é muito estranho!!! Não feriria o princípio da plausibilidade extrema? Pergunto pois é lógico que o emagrecimento é dependente de um déficit matemático de calorias.... tem que se queimar mais do que se ingere ... então exercitnado está queimando mais, e assim fica mais fácil de se emagrecer... mesmo que essa quantidade de calorias seja pequena ... mesmo que contrariando a tese de qumento do metabolismo em repouso... queimando mais energia com o excercício o déficit será maior que no repouso. Se mantivermos o mesmo padrão alimentar a tendência é perdermos mais.... seria matemático?!?! Sem contar o tipo de excercício físico que também interferiria...
    Fica a dúvida.

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  13. Excelente! Eu já fui ciclista, corredora de rua e nadadora. Depois de muito tempo, após a leitura do livro "Esporta Mata" e, de algumas fraturas ( decorrentes da pisada supinada e, segundo um homeopata ao abuso da água fluoretada), parei tudo. Com tantas atividades físicas, não era gorda, mas também não era magra. Quando mudei a minha dieta - em 6 meses emagreci 10 quilos (tive que providenciar outro guarda-roupa - meu manequim era 44 e fui para o 38) e li muito sobre o assunto, vivenciar as evidências do texto acima.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Perder 10kg é uma coisa, emagrecer 10kg é outra!

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  14. Acompanho o blog frequentemente e achei a postagem fantástica. Esse tom provocativo e embasado por evidências mais sólidas gera um certo desconforto cognitivo nas pessoas - principalmente quando se é jogado por terra questões que são muito plausíveis do ponto de vista biológico - Isto porque a plausibilidade biológica é uma caixinha de surpresas, e de maneira contraria, estamos acostumados a pensar de maneira cartesiana. Observamos com frequência médicos indicando condutas(tratamento e apostando em sua eficácia e efetividade ), mesmo a despeito da existência de evidências, ou de benefício constatado, com base em mecanismos fisiopatológicos. Ex: Fisioterapia respiratória na bronquiolite ou fisioterapia na Pneumonia em crianças, não deveríamos ficar com a hipótese nula? Para mim, a questão do exercício funciona da mesma forma. Temos algo muito plausível do ponto de vista fisiopatológico, então seria lógico pensar na redução de eventos a partir dessa prática. Temos também alguns estudos observacionais demonstrando estes efeitos, mas eles são apenas geradores de hipóteses e demonstram apenas associações, por algum motivo - selecionamos aquilo que é positivo. Os resultados do LOOK-AHEAD são fantásticos , porque colocam uma pulga atrás da orelha, enquanto a esta intervenção no paciente de baixo-risco ou não-diabético, mesmo que não testada - utilizando a complacência. Penso que, se em indivíduos de alto risco- aqueles que mais se beneficiam das intervenções, não houve redução de eventos, a probabilidade num individuo sádio deve ser mínima, não?? Agora, me vem a cabeça, Qual o problema de fazer atividade física com base apenas em seu benefício comprovado em relação a qualidade de vida( um desfecho importante) - a partir disso, temos uma cadeia de eventos, no que se refere a hábitos de vida, que podem contribuir significativamente para redução de eventos cardiovasculares mais duros. Quem se exercita, geralmente não fuma, tem uma dieta mais regrada, níveis pressóricos mais adequados e perfil glicêmico melhor, e este seria o caminho para incentivar a prática de atividade física. Estar ciente do nível de evidência das nossas condutas e orientações, nos torna mais empáticos com o paciente.

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  15. Nunca li tanta bobagem junto!!!
    Pra escrever um texto desse no minimo vc nao sabe interpretar artigos e mto menos entende nada de atv fisica, nutrição, bioquimica ou endocrinologia.
    Estude!

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  16. Boa noite!!!
    Esse conteúdo é interessante, porem a uma contradição nessa informação.
    Tenho 43 ano, 77 kilos sou praticante de corrida, em média 8 quilômetros em 54 minutos, e baixando o tempo a cada mês: enfim, para manter esse peso preciso comer muito, principalmente após um dia de corrida.
    Tenho hipogricemia e perco peso com muita facilidade, aos 28 anos pesava 59 kilo, era ridículo, dai a duvida, sera que essa pesquisa leva em consideração cada individuo, cada situação, cada biótipo? ?

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  17. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Calma amigo. São 2 estudos longitudinais e o look ahead tem um n amostral consideravel. Sugiro que da uma revisada antes de atacar. Discordo do autor em alguns pontos mais compreendo a visão visão dele.

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  18. kkkk falar que um ciclista, um corredor, um nadador etc por exemplo perde poucas calorias que serão repostas com uma banana ou um isotônico tenha santa paciência cara muito vazio não levar em conta diferentes biotipos. Melhora ai. Segue exemplo de gasto medio de uma pessoa de 70 kg em 1 hora de atividade.
    Basquete - 500 a 600 cal/h
    Ciclismo - 350 a 550 cal/h
    Corrida - 500 a 600 cal/h
    Futebol - 500 a 700 cal/h
    Hidroginástica - 300 a 400 cal/h
    Ginástica Aeróbica - 350 a 500 cal/h
    Caminhada - 300 a 400 cal/h
    Natação - 500 a 600 cal/h
    Squash - 700 a 800 cal/h
    Vôlei - 350 a 400 cal/h
    Tênis - 450 a 550 cal/h
    Vôlei de praia - 400 a 550 cal/h
    Remo - 550 a 700 cal/h

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  19. Meu caro, o questão não é essa. A questão é: de onde vem essas calorias gastas? da gordura, carbohidrato???? já postei antes e digo novamente .....para oxidar 1 kg de gordura vc tem que correr várias horas a um VO2 máximo entre 50 e 60%.....me diga: quem tem tempo e preparo pra isso???? e olha que é 1 kg de gordura...pessoas obesas precisam as vezes perder 10, 20 kg de gordura....a bioquímica e a fisiologia são implacáveis nesse ponto!!!!

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  20. Forma e intensidade dos exercícios e devem ser avaliados. Treinamento aeróbico de baixa e moderada intensidade não são a melhor opção para perda de peso, e isso se sabe faz tempo. Agora os estudos com treinamento de alta intensidade intervalados vem apresentando bons resultados, mas carecem de mais volume de estudos. Cravar a ineficácia de todas as formas de exercício para redução de peso, acredito ainda não ser possível.

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  21. Excelente como sempre professor! Fiquei com dúvida apenas se o artigo "Weight Loss, Exercise, or Both and Physical Function in Obese Older Adults” não está sofrendo do erro do tipo 2, tendo em vista que o cálculo do tamanho amostral foi calculado levando em consideração o desfecho primário -Escore de Funcionalidade e peso aparece como desfecho secundário( análise de subgrupo). De resto percebo que e uma artigo randomizado que apresenta uma prescrição adequada, não houve perda de seguimento, nem cross-over.

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  22. Concordo no ponto do emagrecimento. Os trabalhos randomizados geram uma significância estatística muito alta para a contestação. Porém o entendimento que o sedentarismo é duas vezes mais perigoso para a saúde que a obesidade também tem o mesmo peso estatístico. O que dizer do trabalho abaixo? 12 anos e milhares de pessoas envolvidas. A atividade física é fundamental para a saúde. Perda de peso neste contexto não seria apenas um detalhe?
    hysical activity and all-cause mortality across levels of overall and abdominal adiposity in European men and women: the European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition Study (EPIC)1–6
    Ulf Ekelund, Heather A Ward, Teresa Norat, Jian’an Luan, Anne M May, Elisabete Weiderpass, Stephen S Sharp,
    Kim Overvad, Jane Nautrup Østergaard, Anne Tjønneland, Nina Føns Johnsen, Sylvie Mesrine, Agnes Fournier, Guy Fagherazzi, Antonia Trichopoulou, Pagona Lagiou, Dimitrios Trichopoulos, Kuanrong Li, Rudolf Kaaks, Pietro Ferrari, Idlir Licaj, Mazda Jenab, Manuela Bergmann, Heiner Boeing, Domenico Palli, Sabina Sieri, Salvatore Panico, Rosario Tumino, Paolo Vineis, Petra H Peeters, Evelyn Monnikhof, H Bas Bueno-de-Mesquita, J Ramon Quiros, Antonio Agudo, María-Jose Sanchez, Jose María Huerta, Eva Ardanaz, Larraitz Arriola, Bo Hedblad, Elisabet Wirfa€lt, Malin Sund, Mattias Johansson, Timothy J Key, Ruth C Travis, Kay-Tee Khaw, Søren Brage, Nicholas J Wareham, and Elio

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  23. Ok é incontestável a significância estatística para a perda de peso. Porém a questão prioritária continua sendo qualidade de vida. Neste contexto o sedentarismo é duas vezes mais perigoso para a saúde que a obesidade. Logo é fundamental, e isso também não pode ser contestado. O que dizer da significância estatística do trabalho abaixo?
    Pesquisadores da universidade de Cambridge se debruçaram sobre a questão por 12 anos com mais de 300 mil pessoas na Europa e chegaram a conclusão que 30 minutos diários de caminhada podem gerar benefícios enormes à saúde das pessoas,estejam elas acima do peso ou não.
    Foram registrados, segundo a pesquisa, 676 mil mortes por ano por inatividade, contra 337 mil por conta do excesso de peso. O estudo foi publicado no American Journal of clinical Nutri

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    1. Rodrigo, trata-se de um estudo de coorte, portanto os fatores de confusão não foram anulados ( viés sistemático). Estudo de coorte geram hipóteses, mais o ônus da prova vêm de bons ensaios clínicos randomizados. Sugiro que você leia esse artigo de Austin Bradford Hill, “The Environment and Disease: Association or Causation?,” Proceedings of the Royal Society of Medicine, 58 (1965).

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  24. Segue a referencia completa. Inegável a significância estatística
    Referência
    Physical activity and all-cause mortality across levels of overall and abdominal adiposity in European men and women: the European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition Study (EPIC)1–6
    Ulf Ekelund, Heather A Ward, Teresa Norat, Jian’an Luan, Anne M May, Elisabete Weiderpass, Stephen S Sharp,
    Kim Overvad, Jane Nautrup Østergaard, Anne Tjønneland, Nina Føns Johnsen, Sylvie Mesrine, Agnes Fournier, Guy Fagherazzi, Antonia Trichopoulou, Pagona Lagiou, Dimitrios Trichopoulos, Kuanrong Li, Rudolf Kaaks, Pietro Ferrari, Idlir Licaj, Mazda Jenab, Manuela Bergmann, Heiner Boeing, Domenico Palli, Sabina Sieri, Salvatore Panico, Rosario Tumino, Paolo Vineis, Petra H Peeters, Evelyn Monnikhof, H Bas Bueno-de-Mesquita, J Ramon Quiros, Antonio Agudo, María-Jose Sanchez, Jose María Huerta, Eva Ardanaz, Larraitz Arriola, Bo Hedblad, Elisabet Wirfa€lt, Malin Sund, Mattias Johansson, Timothy J Key, Ruth C Travis, Kay-Tee Khaw, Søren Brage, Nicholas J Wareham, and Elio

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  25. concordo que a pessoa nao pode só confiar no exercicio e nao ter educacao alimentar... mas o exercicio ajuda sim... até devido ao efeito EPOC no corpo....

    http://www.rgnutri.com.br/sp/fisiologia/epoc.php

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  26. Trecho da conclusão, extraído do próprio artigo em análise pelo blog e que não foi mencionado, sendo bastante importante: The current study suggests that weight loss alone or exercise alone can
    reverse frailty but that the combination of weight loss and exercise is more effective than either individual
    intervention. Therefore, weight loss and exercise may be an important therapy for frail, obese

    O próprio artigo pinta um cenário muito diferente que o autor do blog quis mostrar. Nem 8 nem 80.
    older adults.

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  27. Olá Luis Cláudio,
    Já postei um comentário acima, mas relendo o artigo (Direto do NEJM), encontrei algo que achei que vale a pena comentar:
    Nós observamos que a média de idade é alta, cerca de 70 anos, o que impactaria muito na capacidade de realizar atividades de desempenho maior, consequentemente com gasto energético muito inferior ao que uma população entre 20-50 anos conseguirira em sua média alcançar. Vemos que o VO2 consumido de maneira geral foi baixo (+ou- 5 mets), além de existir uma prevalência gritante de mulheres, que possuem menos massa muscular que o homem, com consequente menor gasto energético com o esforço .... isso pode explicar, em parte, esse resultado (no mínimo duvidoso) que encontraram no estudo quanto à evolução do peso.

    O que vc acha? Esses fatores poderiam ser considerados como um viés do trabalho?

    Obrigado Luis

    Att

    Rodrigo Cunha

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  28. parabéns, Luís, pela iniciativa de trazer ciência para nosso cotidiano e tentar afastar o empirismo, tão presente na internet. Acho que a melhor crítica ao estudo está no Editorial da própria revista:

    A well-recognized issue that affects the sustainability of behavioral interventions is that attendance at face-to-face counseling sessions decreases substantially over time. In the study by Wadden et al., participants in both the brief-lifestyle-counseling and the enhanced-lifestyle-counseling groups attended fewer than half the scheduled counseling visits during year 2. Similarly, in the study by Appel et al., those assigned to the in-person group participated in only 2 of 24 recommended face-to-face individual and group sessions between month 7 and the end of the trial. In contrast, those assigned to the remote group participated in a median of 16 of 18 recommended telephone contacts during that time. Given that remotely delivered coaching resulted in weight-loss outcomes similar to those of in-person visits, the use of mobile technologies to deliver behavioral weight-loss treatment in primary care appears to be promising. Such interventions may present fewer barriers to adherence than interventions delivered in person, since they allow for greater scheduling flexibility, decreased travel time, and lower transportation costs. In addition, a telephone-based coaching program has the potential for widespread implementation in multiple practice settings, including geographically isolated areas.
    Both these studies provide evidence that PCPs can deliver safe and effective weight-loss interventions in primary care settings. However, there are important caveats. Although described as “effectiveness” rather than “efficacy” studies, both studies provided treatments (including lifestyle coaching, counseling, and, in the case of the Wadden study, meal replacements and medications) at no cost to the participants. Whether patients would be willing to pay for these therapies, or insurers would be willing to reimburse for them, is not known. Determining the costs and cost-effectiveness of these and other treatments in primary care settings is crucial. In addition, these two studies were not powered to detect differences in cardiovascular risk reduction, and there were no consistent between-group differences with respect to lipid levels, glucose levels, or blood pressure at 2 years. Particularly when one is augmenting behavioral treatments with medication, it is critical to assess the impact of such interventions on obesity-related coexisting conditions.

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  29. Olá Luis !!
    Poderia informar a metodologia que foi usada para medição da redução de adiposidade em kg ??
    Att

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  30. Só podia ser baiano, sem mais comentários!

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  31. Boa tarde, Luis. Acompanho seu blog, embora não seja médico. Mas, acho importante tomar cuidado antes de falar de uma área na qual você não tem formação (pelo menos, no seu Lattes, não há qq. informação nesse sentido ). Existem muitos protocolos de atividades físicas, e, de fato, o tão difundido aeróbico por 30 minutos não surte qualquer efeito. Dessa maneira, alternativa a este, vale a pena pesquisar sobre HIIT, sigla que significa High Intensive Interval Training, que tem demonstrado efeitos importantes no emagrecimento e, especialmente, manutenção do peso. Caso queira, pode procurar acerca de um autor brasileiro, que acredito ter o seu mesmo nível de competência, com doutorado em saúde também, chamado Paulo Gentil. Aliás, adoraria ver um debate científico entre vocês dois.

    Um abraço!

    Thales

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    1. Prezado Thales,

      a revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados (US Prevention Task Force) que embasou cientificamente esta postagem não limitou a pesquisa da literatura a tipos específicos de exercício. Abrangeu ensaios clínicos que testaram eficácia de exercício físico em geral. Esta revisão data de 2012, portanto você poderia estar se referindo a algo que surgiu depois. Sendo assim, pesquisei nas bases de dados o efeito do HIIT na perda de peso. E o resultado foi muito interessante: encontrei dois ensaios clínicos randomizados (Lunt H, PLOS One 2014 e Arad AD, J Appl Physiol 1985), sendo que ambos mostram ausência de efeito do HIIT no peso. Mais interessante ainda foi ter encontrado um estudo que mostrou redução de peso (Gremeaux V, Am J Phys Med Rehabil 2012), porém este não tem nem mesmo grupo controle. Este é um bom exemplo de que quando temos uma crença prévia, nos ligamos às evidências que mais nos agradam, independente da qualidade das mesmas. É o uso seletivo de evidências ou viés de confirmação.

      Paradoxalmente, são os especialistas nos assuntos, devido a um natural entusiasmo, que mais caem nestas armadilhas.

      O verdadeiro debate aqui é se devemos utilizar o paradigma científico da avaliação dos desfechos de interesse com métodos que previnem as "ilusões do mundo real” ou se nossas afirmações devam ser baseadas em “crenças" provenientes de nossa lógica mecanicista. Isso nos remonta à postagem do “Complexo de Deus”.

      Obrigado pelo comentário.

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    2. Professor saiu um artigo na revista APS intitulado : High-intensity interval training without weight loss improves exercise but not basal or insulin-induced metabolism in overweight/obese African American women. onde o autor conclui mais uma vez não há redução de peso com HIIT.

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  32. Luis,
    Apesar de clinicamente a gordura perdida ter sido maior no D que no D+E, a significância nos sugere aceitar H0, ok?
    Mas, ainda assim e mesmo sendo educador físico, concordo que há problemas conceituais, tanto na sua quanto na posição oposta.
    Na sua, seria ignorarmos uma questão física de que apesar de haver uma regulação metabólica descendente (Bry, 1969) em circunstâncias de balanço negativo, ela é química e é sustentada pelo Princípio de Lavoisier. Portanto, não há como esperar que a máquina humana sustentaria sua morfologia e seu sistema imunológico em troca de água e oxigênio. Na outra via, é absoluta a sua "verdade" quando alerta para uma situação muito frequente entre profissionais da saúde e (quase que consequentemente) a população em geral, que é a distorção de relação entre o que se gasta em atividade física (sobretudo os que mais necessitam perder peso) e o que se poderia "se dar o direito" de comer.
    Enfim, acho importante considerarmos que para além das metodologias experimentais (você como catedrático em metodologia pode comentar isto melhor), deve haver um sério compromisso (e humildade frente a natureza) para Discutir os resultados com base em um modelo teórico que se sustente e que (paradoxalmente, e frequente) não ignore toda ciência precedente a ele.
    Abraços e parabéns pelas abordagens.
    José Ricardo

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  33. Estranho que não se fala sobre o tempo de exercício Vs a efetividade .. estudo com falhas

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  34. João Flávio Baêta18 de maio de 2016 21:13

    Cuidado com sua análise!

    A Primeira observação interessante que vi nos métodos são que os exercícios foram liderados por um fisioterapeuta e não por um educador físico. Além disso (ou talvez por isso), o grupo que apenas se exercitava, realizava 90 minutos de atividades por sessão, o que revela uma baixa intensidade de exercício.

    Há estudos mostrando a ineficácia dos exercícios de baixa intensidade e longa duração em relação à composição corporal.

    Óbvio que o melhor para perda de gordura é unir alimentação adequada + atividade física ADEQUADA. Sua conclusão em afirmar que exercício, simplesmente, não é benéfico na redução da massa gorda é limitada por considerar que exercício é tudo igual. Da mesma forma que não utilizamos o mesmo fármaco que se trata insuficiência cardíaca para tratar cefaléia, diarréia ou depressão, não se utiliza um mesmo tipo de exercício para todas as pessoas, para todos os objetivos.

    Sugiro a leitura do artigo de revisão da Journal of Obesity de 2011: "High-Intensity Intermittent Exercise and Fat Loss", o qual utiliza atividades de alta intensidade e curta duração para análise do desfecho.

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  35. Excelente discussão, afora alguns comentários de baixo calão, é muito bom poder ler em português esse tipo de conhecimento e abordagem. Sou leiga na área e hoje ao voltar de uma corrida de uma hora em esteira resolvi pesquisar sobre "emagrecimento; corrida" no Google e encontrei esse estudo. Eu estava totalmente sedentária e ao voltar a correr (após um ano "parada") observei muito atentamente o que passei a sentir. Pensava que o que meu corpo apresenta é um processo "igual para todos" (nas primeiras semanas caminhava 40 min. e cansava, agora corro 6km a 6.5 km/h 6 vezes por semana) e todas outras mulheres da academia não o conseguem ou não consideram "interessante" tanto tempo na mesma atuvidade - agora acho que elas têm razão, deve ser algo específico de meu tipo, biotipo. Aprendi lendo esse trabalho que não devo "explicar meu método" para quem quer fazer o mesmo em vista de tantas excessões. ...Mas posso dizer, sobre meu caso específico, que senti cada grupo muscular (abdôme, panturrilhas, etc) ser exigido progressivamente ao iniciar a atividade e é visível que a celulite da pele das pernas passa para uma aparência "esticada" - tudo isso sem qualquer dieta, apenas a comida saudável "de sempre" (sem frituras, refrigerante ou doces "pesados"). Entendi melhor o fato de que 60 min. de corrida "gastam" apenas cerca de 400 cal, o que parece pouco para o tempo dedicado à corrida. ...A sensação que tenho é de estar ficando mais forte e menos flácida, mas talvez só esteja "trocando gordura por massa magra", como dizem, e isso deve ser algo específico de meu organismo. Espero não estar falando algo errado, mas é isso que leigos como eu "aprendem" e nesse estudo vejo que "cada caso é um caso" e que tenho um organismo que é muito beneficiado pela atividade física de corridas moderadas e regulares.

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