quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Propaganda na Internet

Segundo notícia no último número do Journal of American Medical Association, o FDA está considerando regras mais duras para as propagandas de drogas online. Sabe-se que grande número de pacientes faz pesquisa no Google sobre medicamentos, porém os sites não são obrigados a publicar de forma equilibrada riscos e benefício das drogas. Ao encontrar um site oficial, o paciente geralmente considera que este contém uma informação confiável. Mas nem sempre é assim.

Não é infreqüente um paciente curioso solicitar ou sugerir a prescrição de medicamentos baseado no que leu na internet. E muitas vezes o médico tem dificuldade de convencer o paciente do contrário. A relação médico-paciente já fica dificultada se tentamos nos basear em evidências. Por isso é necessário que as agências reguladoras tentem controlar tais anúncios. Mas isso não é fácil, pois um fabricante pode, por exemplo, pagar a um blogueiro para falar bem de sua droga.

Mais grave são reportagens sobre medicamentos, procedimentos ou exames diagnósticos, contidas em revistas como Veja ou Istoé, ou programas de televisão como Fantástico. Elas têm aparência de reportagem normal, porém são pagas. São inúmeros os exemplos de informações falsas ou exageradas. Isso é mais grave que as propagandas assumidas na televisão, tal como as que acontece comumente nos Estados Unidos. O problema maior é quando o paciente não sabe que se trata de uma propaganda, pensa que é uma reportagem sem viés.

Um comentário:

  1. Se não houver um controle social sobre o conflito de interesse neste tema, a situação ficará muito difícil.
    O controle de agências ou judicial é necessário, também, mais sempre será sujeito aos "desvios" citados no post.
    Não há outra saída além de educar a população para exercer um controle verdadeiro. Uma batalha uphill, devido à facilidade da imprensa em atingir o público (e, consequentemente, o bolso da indústria).

    ResponderExcluir